Guilherme Martins

Em 2001, minha então namorada havia vindo pra França trabalhar como governanta de uma família que ela conheceu no Rio. A partir daí, vi ao longe uma oportunidade…

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Nos preparativos da minha formatura, na ficha que nos deu o fotógrafo para preencher, respondi Paris à questão “em que cidade gostaria de trabalhar”. Ele riu… eu também… Hoje, em 40 minutos de trem, estou no 17° distrito de Paris, onde trabalho há 6 anos como arquiteto de uma empresa.

Todo ano, passo um mês de férias no Brasil para rever os amigos e sobretudo a família. É da família que eu sinto mais falta, das conversas com meu pai enquanto ele lavava a louça e com minha mãe enquanto ela preparava a comida. Coisas simples e primordiais que me fazem atravessar o oceano. Tento sempre coincidir a ida com momentos importantes, como casamentos e aniversários, para ter oportunidade de ver mais gente num curto espaço de tempo e, claro, marcar presença no evento. Quando se trata de reencontrar nossas famílias não medimos esforços, sobretudo financeiro, para que isso aconteça. Pensamos muito na nossa filha de 5 anos, nascida aqui na França, e sua convivência com seus avós (e uma bisa), tios e primos.

Conhecemos muitos outros brasileiros aqui, fizemos novas amizades e regularmente nos reunimos para um churrasco tipicamente brasileiro. Franceses também participam, aliás, eles tem uma grande admiração pela cultura brasileira e um carinho especial por nossa espontaneidade.

Costumo dizer que todo dia é possível aprender algo novo: uma palavra, uma expressão, um costume.

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